Se houvessem duas cargas especiais para Rogério Sato transportar, seriam sorte e dedicação. Aos 53 anos, 27 como estradeiro, o motorista de Teresópolis (RJ) conquistou seu Volvo VM na primeira edição do concurso Caminhoneiro do Ano, um Volvo VM 0km. No entanto, Sato não ficou por aí, e foi finalista mais quatro vezes da disputa, participando inclusive da etapa final que aconteceu este ano, na fábrica da Volvo.

“Quando eu era pequeno, lia muitas revistas sobre caminhão. Teve um dia que a professora pediu para a turma fazer uma redação de tema livre, e eu escrevi sobre caminhão. Ela disse que não entendeu muita coisa, mas achou bem completa”, disse o motorista, que ainda ressalta a Festa do Carreteiro, em Guaratinguetá (SP), como forte influência na sua paixão pelos cargueiros.

Sato já trabalhou com entrega de verduras no ambiente urbano e rodoviário. Chegou a fazer a rota Rio de Janeiro – Belém do Pará. O caminhão que ele ganhou em 2004, na Caravana Siga Bem, segue com ele até hoje. “O caminhão já faz parte da família, é de onde tiro o sustento. Tenho todo o cuidado com ele. Faço todas as revisões e manutenção só nas concessionárias da Volvo”, conta. O VM de Sato já rodou mais de 1,5 milhão de quilômetros.

O estradeiro não desistiu de ampliar sua frota da mesma maneira que tornou-se autônomo. Todos os anos ele participa do concurso Caminhoneiro do Ano, com o objetivo de ganhar um novo caminhão. Por quatro vezes ele esteve entre os finalistas, e em uma delas chegou a ficar em 2º lugar, levando para casa um carro 0km. “Eu procuro me manter sempre atualizado, assistindo às palestras da Polícia Rodoviária sempre que possível. A gente sempre acha que sabe muito. Nós temos é que estar constantemente atualizados. Da primeira vez que eu participei, até hoje, mudou muita coisa”.

Sobre seu trabalho, Rogério Sato conta: “Eu tenho um filho de 22 anos, que está quase se formando. Eu faço força para que ele entre na profissão. Como caminhoneiro você tem uma liberdade, adquire conhecimento, experiência… São coisas que só a vivência estradeira dá”.