A Caravana siga Bem estava encerrando as atividades do dia em São José do Rio Preto, quando a Djane chegou. Ela foi até o evento para poder conhecer de perto o novo FH. A organização atendeu aos seus pedidos, fazendo com que a fã encontrasse pela primeira vez o modelo da nova linha.

Djane Rita Ananias Costa é paranaense, mas mudou-se para Rondonópolis, em Mato Grosso, na rota dos graneleiros. Isso porque seu marido também é caminhoneiro, e trabalha no trecho. “Hoje eu literalmente moro na BR. Minha casa é na beira da BR-364”, conta.

O primeiro caminhão que a estradeira dirigiu foi um FH, conduzido pelo marido na época. “Desde então foi paixão à primeira vista. Eu sou apaixonada pela linha FH. É incrível ver a inovação que existe em cada lançamento. O novo FH é uma nave, uma máquina!”, disse. Sua primeira experiência profissional foi viajar até Salvador para buscar um automóvel. “Tremia feito vara verde. Mas agora eu encaro qualquer desafio”.

A paixão pelo Volvo FH resultou em uma tatuagem e uma miniatura de FH. “Minha mãe era contra esse negócio de tatuagem. Tive que fazer escondido” explica ela, que leva o desenho do caminhão no ombro direito. A miniatura do bruto foi um presente do marido pelo aniversário de casamento. “Muita gente tem em casa uma foto da família pendurada na parede. Eu tenho um mini Volvo FH, que um dia eu hei de ter em tamanho real”.


Djane já trabalhou com mudanças, com transporte de defensivos agrícolas, e hoje faz parte do time dos graneleiros. “Ser mulher em uma profissão onde a maioria são homens é difícil. Nosso esforço tem que ser muito maior que o deles para superar os desafios. Temos que nos impor para não sofrer discriminação e mostrar o nosso valor”, conta. Foi pensando nisso que ela criou o Grupo As Brutonas – são 21 estradeiras que utilizam a internet para trocar experiências e dicas sobre a rodagem. “Muitas nos procuram com vontade de iniciar na profissão e nos perguntam por onde começar, por que não sabem. A gente sempre diz que é tirando a habilitação, é claro! Nós também temos no grupo uma policial, que nos passa orientações sobre legislação, como agir diante de determinadas situações. Ela não é motorista, mas é tão bruta quanto nós”, brinca.

No grupo das estradeiras, há uma unanimidade: “Nem todas trabalham com Volvo, mas se surge uma que não é Volvista, logo ela se torna. Não tem como não reconhecer que é o melhor caminhão de todos”.