Quem vive na estrada já viu algum colega de profissão fazer a “quebra de asa”. A manobra consiste em balançar a carroceria de um lado para o outro, tirando as rodas da pista e contorcendo o implemento. A questão é que esta brincadeira pode sair caro para muita gente.

O movimento de balanço pode fazer com que o caminhão sofra danos estruturais. Como a carreta se projeta além da capacidade sobre a quinta roda, isso pode trincar o pino-rei, além de causar desalinhamento. Quando a carreta levanta e volta para sua posição correta, o impacto gerado pode causar sérios danos na suspensão, assim como desgaste extremo das laterais dos pneus.

Motoristas que realizam a “quebra de asa” podem responder pelo crime de direção perigosa, podendo até provocar algum acidente com outro veículo. Se houver mais de um caminhão fazendo disputa de manobras na estrada, a punição aumenta por ser considerado envolvimento em racha. A pena pode variar de seis meses a dois anos de prisão.

Outro risco provocado pelas manobras arriscadas é a capotagem do bruto. O movimento de chicote da carroceria pode ser mais forte que a manobra, e o veículo tombar no meio do trecho.

Há também os fãs de caminhões que, na beira da estrada, pedem para os motoristas fazerem a quebra de asa só para poderem gravar no celular e publicar na internet. Uma manobra mal-sucedida pode colocar a vida deles em risco.

Em caso de direção perigosa, avise a Polícia Rodoviária Federal pelo número 191.