Em termos de números, os caminhões são minoria circulando pelas estradas brasileiras. De uma frota composta por 83 milhões de veículos automotores, os brutos somam 2,5 milhões – cerca de 3% do total. Em compensação, de acordo com o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), eles estão presentes na maioria dos acidentes nas rodovias.

Para não fazer parte desta estatística ruim, o estradeiro deve ser um agente das boas práticas do trânsito, gerando respeito mútuo com quem está junto com ele na estrada. Algumas destas práticas podem ser seguidas não só quando você está no volante do bruto, mas também guiando outros veículos:

– Manter uma distância segura dos demais veículos é importante. Em uma emergência, ao pisar no freio, o caminhão pode percorrer uma pequena distância antes de parar totalmente. Quanto mais pesado estiver, maior é a frenagem.

– Auxilie na ultrapassagem de veículos menores. Em viagens, a tendência é que os veículos que ficam atrás do bruto saiam pela esquerda e tentem passar. O estradeiro pode ajudar sinalizando se há movimento na direção contrária ou controlando a velocidade para que o outro condutor passe com segurança.

– Manobras em alta velocidade, bem como disputas de velocidade, são desnecessários e nada seguros, tanto para você quanto para as demais pessoas no trânsito.

– A diferença entre quem dirige um caminhão, um carro e uma moto é apenas o tamanho do veículo. Ter consciência do seu espaço e limitações, bem como a dos demais, colabora para um trânsito mais seguro.

– Você não sabe quem está por trás da direção dos outros veículos. Por isso deve sempre ficar atento no trânsito, e em caso de avistar alguma condução irregular, avisar as autoridades responsáveis.