A nova linha FH lançada em 2006 proporcionava ao transportador brasileiro o conceito de Performance Total, garantida justamente pelas inovações que a Volvo apresentava: um novo e avançado motor de 13 litros; uma nova caixa de transmissão eletrônica I-Shift com capacidade para até 60 toneladas; freio motor VEB410 e VEB 500, os mais potentes do mercado; novos bancos e cama para o motorista, melhorias internas na cabine, suspensão a ar e freios a disco com EBS para alguns modelos.

“A Volvo é conhecida por sempre inovar para oferecer a melhor solução de transporte”, diz Sérgio Gomes, diretor de estratégia de caminhões do Grupo Volvo América Latina. O motor D13A, de 13 litros, era totalmente novo e foi desenvolvido para substituir o consagrado D12D, de 12 litros. Com mais faixas de potência, maior torque e menor consumo de combustível, o novo motor era o mais moderno, avançado e econômico e equipou toda a linha “H”. “Os novos caminhões eram até 5% mais econômicos em relação à linha anterior”, destaca Álvaro Menoncin, gerente de engenharia de vendas da  Volvo.

A maior potência

O FH lançado em 2006 teve aumentadas as potências de seus motores e melhorada a dirigibilidade do veículo como um todo. O novo motor foi oferecido nas faixas de potências de 400cv, 440cv, 480cv e 520cv, esta última a maior produzida no mercado brasileiro naquele período.

A nova geração de caixas I-Shift Volvo já podia ser usada em veículos com maior capacidade de carga, como os bitrens que transportam grãos ou combustíveis, por exemplo. “Era mais conforto para o motorista e mais produtividade e menos manutenção para o transportador”, lembra Bernardo Fedalto, diretor de caminhões Volvo no Brasil.

O que já era o mais potente no mercado brasileiro ganhava mais potência na nova linha de caminhões pesados da marca. O VEB (Volvo Engine Brake), o freio motor de série Volvo, que tinha uma potência de 390cv, chegava então a 410cv, permitindo descidas mais seguras em velocidades mais elevadas. A Volvo oferecia também, como opcional, o freio motor VEB500, com 28% a mais de potência em relação à versão anterior. “Era a maior potência do mercado brasileiro”, recorda Menoncin.