Enquanto a previsão é alcançar 90,3 milhões de toneladas de soja este ano, o atraso nas obras das rodovias privatizadas poderá fazer os representantes do agronegócio desembolsar cerca de R$ 900 milhões por causa de entraves logísticos que impedem o escoamento adequado das commodities.

Os agricultores se reuniram com representantes do setor e governos federal e estadual, em um evento realizado pela Aprosoja Brasil em Quarto Centenário (PR) em janeiro. Foram pontuados os principais problemas pela falta infraestrutura e a ex-ministra da Casa Civil Gleisi Hoffmann reconheceu as falhas na logística do país.

A Secretaria de Portos, os ministérios dos Transportes e Agricultura e a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) anunciaram na semana passada uma nova medida para organizar o grande fluxo de caminhões nas estradas e nos portos. A partir desta  semana, os caminhões serão monitorados desde a porteira até o complexo portuário. Além disso, será necessário o agendamento da chegada do caminhão no porto e deverão aguardar um chamado eletrônico do terminal para procederem a descarga. Os produtores que não cumprirem a nova regra serão autuados pela Codesp e multados pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).

Fonte: Jornal Estado de Minas