Depois de 30 dias, o concurso cultural “Meu Volvo, Minha História”, realizado pela Volvo Caminhões na Fan Page oficial da marca,  chegou ao fim com três histórias vencedoras e um total de 20 premiadas.

Confira as histórias vencedoras:

1º lugar – Valcir Marvulle 

História: Tudo na vida são sonhos. Sonhos que iniciam na infância. Sonhos que buscamos na juventude. Sonhos que insistimos para acontecer naquele tempo em que amadurecemos, conquistamos, geramos família. Sonhos não alcançados que realizamos na aposentadoria. Assim desde criança, filho de caminhoneiro, sempre busquei ser um deles.

Muitas vezes, já com 18 anos e habilitado na velha categoria D2, enveredava Mato Grosso adentro na boleia de algum caminhão, cortando areal, lamaçal e quanto mais dificuldades, mais me apaixonava pela aquela razão de viver. Tudo era aventura e as dificuldades de mais de trinta anos atras em nossas estradas eram superadas com prazer.

Mas o velho e sábio pai, já proprietário de Posto de Gasolina na pequena Chavantes, impediu de que a saga continuasse e obrigou-me a estudar. Agora eu entendo e muito agradecido estou. Formado em direito, nunca me afastei da profissão, sempre aproveitando o tempo disponível e algumas viagens fazia para amigos caminhoneiros; star na boleia de um caminhão, até mesmo quando já Juiz de Direito no Estado do Amapá, me fazia realizado e feliz.. Na movimentada Laranjal do Jari, no conhecido projeto Jari, pude conhecer de perto e andar de Volvo na Transportadora LC Bueno. Seu proprietário por necessidade e por saber de minhas habilidades, sempre tinha a disposição algum caminhão Volvo para trabalhar aos finais de semana no transporte de eucaliptos na área da Jari Celulose. Depois no trecho Belem Ourinhos para onde veio fixar sua nova empresa;

Nunca imaginei que aquele sonho de menino, de um dia conseguir ter meu próprio caminhão, mesmo que velhinho, viesse concretizar agora na aposentadoria, que chegou em setembro do ano passado. Cheguei em casa e disse: Mulher, agora aposentado vou fazer o que gosto; fazer amor contigo todo dia na boleia de um caminhão por este Brasil a fora. Vai ser um Volvo. Ela disse: nanananananão. Você agora vai ficar em casa, pois toda sua vida cuidou mais das coisas dos outros do que de nós.

Aí lancei uma campanha no Facebook: GENY DEIXA EU COMPRAR MEU VOLVO. Foram mais de duzentas respostas: Geny deixe o Valcir comprar seu Volvo. Até que por fim, no final de 2012, ela consentiu. Mas não podia ser carreta. Seria um caminhão toco, para não ir para longe de casa. Fui ao Banco do Brasil e consegui aprovação para um VM (coincidentemente minhas iniciais) 330, toco, com cabine leito que chamo de meu brinquedinho.

Meus colegas Magistrados e outros que achavam que me tornaria um intelectual e moraria a beira mar em alguma praia do nordeste, não entendiam minha decisão; diziam que com o valor investido podia ter uma bela camionete duplada. Pra que? desde criança queria ser caminhoneiro e ter um caminhão Volvo. Agora já estou aqui em Chavantes, a mais de 3.000 kms de Laranjal do Jari onde continuo a morar, com meu velho pai já com 85 anos, aguardando a entrega do bruto.

Ele quer ir comigo retirar e vai, pois como disse que pela minha obediência e minha insistência nada mais justo nós comemorarmos juntos a conquista sonhada desde a infância. Vamos poder passear por este Brasil a fora, também com minha esposa Geny, do Amapá para Nordeste, para o Sul e para o Centro Oeste e seremos felizes.

Ah….para meus amigos magistrados que acham me um tanto doido digo: JUIZ QUE TEM JUÍZO SE APOSENTA E VAI ANDAR DE VOLVO. Um abraço a todos. Esta foi minha ultima decisão como magistrado: andar de volvo. Agora sou só mais um na estrada. Deixei de ser doutor para ouvir o ronco do motor. A capa preta pelo negro asfalto. Tô feliz.

2º lugar – Matheus Arlindo Boes

História: Olá amigos, vou contar um pouco do Meu VOLVO, Minha História…. Quando eu tinha 15 anos, meu pai comprou um Volvo FH12 380 ano 95. Eu achei maravilhoso porque eu era fã de FH desde os 7 anos, quando vi o primeiro durante uma viagem com meu pai para Curitiba na filial da empresa onde ele era agregado. Esperava ansioso as férias da escola para poder viajar com meu pai e foi numa destas viagens que aprendi a dirigir, no FH é claro.

Nos fins de semana meu tempo era só para o nosso VOLVO, lavando, polindo e ajeitando o caminhão para o meu pai viajar. Enfim, o FH era um membro da família. Optamos por não ter carro e ele que levava toda a família para passeios, festas, supermercado, corridas.

No ano de 2007 meu pai se tornou Campeão Gaúcho de Arrancada de Caminhões, competindo com nosso FH na categoria Eletrônico. O meu sonho era ter herdado o caminhão do meu pai, para poder viajar com ele. Mas, no ano de 2009, meu pai foi assaltado em São Paulo e o sonho acabou! Ele foi mantido em um cativeiro por mais de 5 horas e quando saiu de lá só pensava em localizar o seu caminhão, mas infelizmente só a carreta foi encontrada. Até hoje, nunca mais tivemos notícias do nosso FH. Meu sentimento é como se fosse um irmão assassinado e acredito que para meu pai é como se tivesse perdido um filho.

Ele perdeu mais que um caminhão, perdeu o trabalho de uma vida inteira, pois não tinha seguro. Ficamos muito abalados com a perda. Em 2012 fiz uma tatuagem na perna, nosso FH desaparecido e na carreta está escrito Hereditário. Foi a forma que encontrei para homenagear o meu Pai e o amor que tenho por caminhões. Hoje sou motorista profissional, trabalho com um FM e o meu pai com um FH440. Enfim, contei um pouco da minha vida, do Meu VOLVO, da Minha História.

3º lugar – Allan Ceruti

História: Minha historia com caminhão nunca foi fácil. Tive que conhecer muita gente de um mundo totalmente diferente do meu, já que na minha cidade não tive oportunidade de fazer o que eu amo e me dedicar a isso . Foi pensando nisso que resolvi fazer curso de caminhão e carreta longe da minha cidade. Após o curso, a espera foi longa, sempre aguardando alguém ligar para realizar meu sonho conseguir meu primeiro emprego como caminhoneiro. Após um longo tempo isso aconteceu .

Meu sonho se realizaria a bordo de um Volvo VM 260 prata 2010. Meu destino era Seara- SC. Consegui carona com um containeiro até lá. O caminhão ja estava carregado com viagem marcada para a Bahia. Minha primeira viagem , indo para um lugar desconhecido, mas, principalmente, realizando meu sonho, não contando apenas com a sorte , mas também com a qualidade de um VM.

O caminho até São Paulo foi fácil, pois já estava habituado. O trajeto a partir daí era o que me preocupava. Neste momento o trânsito parou devido a um acidente na Serra do Cafezal. Com a fila parada, saí para ver se estava tudo certo com o caminhao. Esperando na fila puxei assunto com o caminhoneiro que estava atrás de mim, perguntando para onde ele iria e explicando minha situação. Para minha sorte ele ia na mesma direção que eu e se ofereceu para me guiar.

Ele me ajudou a atravessar São Paulo e paramos para descansar em Mariporã.  Lá coversamos mais e nos tornamos muito amigos. Seguimos viagem até meu destino em Jequié, na Bahia, e ele continuou a sua viagem. Após descarregar, segui viagem por Salvador sem conhecer o lugar, e fiquei durante 2 meses morando no VM. Ele era minha casa, minha realidade, minha vida. Viajei para cima, para baixo, conheci o Brasil todo a bordo do VM e conheci alguns dos melhores amigos que tenho.  Vivi muitas historias e, principalmente, aprendi a ser motorista nele.

Esta é uma das historias vividas por mim a bordo do Volvo VM, talvez a mais importante, porque mostra como tudo começou e a importância que o VM teve na minha vida.