Há 30 anos os irmãos Pedro e Volmar decidiram criar uma transportadora. Nascia a Pedromar Transportes em São Marcos, no Rio Grande do Sul. No começo tinham um caminhão cada, em sociedade com a empresa Rodoviário Michelon Ltda. Depois dividiram a sociedade e formaram a Pedromar Transportes Ltda., com carretas carga seca para transportar arroz do Rio Grande do Sul para Minas Gerais , voltando com bobinas de aço. Ou iam até Belém, no Pará, de onde traziam madeira para a indústria de móveis.

“Transportador não nega frete, vai aonde o cliente precisa. E nós também íamos da Bahia para Tucuruí. Na volta, trazíamos madeira para as indústrias de móveis da região de Flores da Cunha (RS)”, conta Volmar Michelon. Em 1988 os irmãos criaram outra empresa. A Transportes Pegemar Ltda. nasceu com mais um sócio, Gentil A. Renosto. A frota aumentou ano a ano e no fim de 2000 foi feita uma divisão. Volmar e Gentil assumiram a Pedromar. E Pedro a Pegemar, com sede em São Marcos (RS). Um ano mais tarde, a Pedromar foi transferida para Rondonópolis (MT). Os negócios prosperavam naquela região, com o transporte de soja e milho.

“SEGUINDO O VENTO”. A filosofia continua a mesma. “Ir para onde o vento sopra”, ou seja, para onde tem frete. A mudança foi concentrar os negócios da Pedromar no transporte de grãos. E para isso, frota 100% Volvo. São 62 caminhões FH com diversas faixas de potência: 22 6×4 como bitrens graneleiros de 9 eixos transportam 74 toneladas de PBT. Os outros são na versão 6×2 como bitrens graneleiros e bicaçambas e PBT de 57 toneladas. Também possui carretas bobineiras com capacidade variada entre 27 e 54 toneladas de carga.

“Compramos o primeiro Volvo modelo NL12/360 em 1994”, lembra o empresário. “De lá para cá, aumentamos ano a ano, e agora acabamos de completar a renovação da frota só com caminhões Volvo”, completa.

Todo ano, de janeiro até setembro, os caminhões trabalham principalmente no transporte de soja para exportação. Levam o produto do Mato Grosso para terminais ferroviários e fluviais da região. De setembro até janeiro, a maior demanda é pelo transporte de milho e farelo de soja no mercado interno. Os veículos rodam em média 12 mil a 13 mil quilômetros por mês.

“Volvo é um veículo que praticamente não precisa de manutenção. E, em nosso caso, isso é otimizado. Temos uma política de manter a frota com idade de quatro ou no máximo cinco anos. A manutenção, desde óleo, graxa e peças é 100% original Volvo”, diz Volmar.

O empresário explica que padronizou a frota com os FH porque são os que suportam melhor o dia a dia. Mas tem outro diferencial: cabine mais confortável para o motorista. Importante para a operação da empresa, que roda em trechos de estradas ruins em certas épocas do ano.

“Por isso os Globetrotter, que já vêm com ar-condicionado. É valioso para o motorista nesta região de clima quente. Além disso, temos que optar pelo caminhão que apresente o melhor resultado em consumo. Ou seja, temos que comprar o caminhão que nos dá o melhor retorno em todos os aspectos. E esse é o Volvo. E por ser uma empresa 100% Volvo, criamos uma unidade de treinamento para o motorista conhecer o caminhão. Assim, quando o funcionário iniciante começa a trabalhar, já conhece todos os recursos do veículo, otimizando a operação”, explica o empresário

Fonte: Revista Eu Rodo

Texto: Luiz Carlos Beraldo

Fotos: Ito Cornelsen