Durante o percurso entre Rondonópolis e Cuiabá, Roger Alm, presidente da Volvo na América Latina, conheceu de perto a vida de quem dirige e tem contato com os caminhões da marca.

Nos postos Locatelli e Martelli e também nas concessionárias Volvo, ele teve a oportunidade de conversar e interagir com motoristas, mecânicos e donos de postos. Nessas conversas, ouviu sugestões, questionamentos e histórias de pessoas que têm suas vidas ditadas pelas estradas brasileiras.

A seguir, você confere o que algumas delas acharam da iniciativa de Roger Alm e suas opiniões sobre assuntos que permeiam a profissão:

José Antonio da Silva (Zezão) – Caminhoneiro de Barretos – “Parabéns ao presidente da Volvo  pela iniciativa. Essa estrada, como muitas outras pelo Brasil, apresenta condições muito ruins e  pontos muito perigosos para os motoristas. O momento da viagem também é muito bom, já que estamos vivendo a regulamentação da profissão de motorista. O tempo de descanso é fundamental  para a segurança do caminhoneiro e, para aqueles que têm emprego fixo e salário mensal  garantido,  é uma resolução muito boa. Mas é preciso mostrar também que as despesas nas estradas  aumentaram muito e, para os autônomos, levar dinheiro para casa vai ser mais difícil”

José Alves da Silva (Zé Bala)- Caminhoneiro de Rondonópolis – “Amo minhaa profissão por causa do passado. Até pouco tempo atrás os motoristas de caminhão tinham valor. As máquinas  podiam até ser mais precárias, mas éramos mais valorizados como profissionais e como pessoas.  Mesmo assim, todos os três filhos que tive escolheram seguir a minha profissão. Um deles,  infelizmente, morreu em acidente na estrada. O que a gente espera é que essa nova lei que irá  regulamentar a profissão traga de volta o respeito que o motorista merece. Vejo como uma atitude muito certa também essa aproximacão do presidente de uma grande empresa. No geral, pessoas  nesses cargos têm apenas conhecimento das margens e não sabem realmente as necessidades e dificuldades que enfrentamos. Queria elogiar ainda o 440 da Volvo. É impecável e, na minha opinião, não tem outra marca igual”

Marcio Scapini – Caminhoneiro de Santa Catarina – “Para evitar as saudades de casa, levo minha família – minha esposa e minha filha de um ano – comigo no caminhão. Sou motorista há 12  anos e hoje trabalho para a Transportadora Iraceminha, de Santa Catarina. A nossa rotina não e  fácil, mas também é bastante divertida. Fiquei surpreso com essa novidade do presidente da Volvo. É  bom que ele veja de perto o que passamos. E conversando com a gente ele pode ficar sabendo, por  exemplo, como é desgastante passar por postos fiscais, lugares onde muitas vezes temos que  enfrentar longas esperas e má vontade. Que ele saiba como são grandes as filas para carregamento. É  muito bom que ele veja tudo isso. Afinal, nossa vida não é só viajar”

Admilson Bruno – Mecânico da Volvo em Cuiabá – “Aqui na região Centro Oeste o fluxo de caminhões é muito alto e as condições das estradas são ruins. Como temos contato direto com os  motoristas e clientes, recebemos muitos elogios de como os caminhões da Volvo são resistentes e  duráveis mesmo trafegando por trechos esburacados. O bom do presidente ver de perto a realidade e  conversar com a gente, é que ele consegue passar aos seus engenheiros a exata noção do que pode ser  melhorado nos produtos da marca. Como colaborador, posso garantir que me sinto muito honrado  por receber ele aqui e também por trabalhar para a Volvo e poder de alguma forma gerar valor para  a empresa e absorver lições como indivíduo”

Aldo Locatelli – Proprietário da rede de postos Locatelli – “Em qualquer um dos nove postos  que temos espalhados pelo Brasil o foco de atendimento é o caminhoneiro. Conhecemos muito bem a  vida desses trabalhadores e procuramos sempre trabalhar em benefício deles. A gente vê de perto  como essas leis recentemente impostas podem prejudicar essas pessoas. A lei da Carta-Frete, por  exemplo, prejudicou muito os autônomos, que não conseguem mais carregar seus caminhões nas  transportadoras. Agora, essa nova regulamentação da profissão também não vai ser boa para  todos. A melhor saída seria educar as pessoas para regular a carga horária. Agora, simplesmente  impor uma nova regra sem nem ao menos aumentar e melhorar os pontos de parada para oferecer dignidade aos trabalhadores enquanto cumprem a lei é muito fácil. Enquanto isso, carteiras de motorista continuam sendo vendidas e ainda temos um deficit de 170 mil motoristas de caminhão. Tem motorista que fica no pátio dos meus postos por até dois meses longe de suas famílias para poder ganhar dinheiro. Isso não é um absurdo? Esses profissionais também gostam e precisam ser tratados com carinho e atenção”